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  1. Resumo: As religiões afro-indígenas, como a própria denominação revela, tiveram origem entre os indígenas, em especial os tupi, e entre os escravizados africanos. Também foram influenciadas pelo cristianismo europeu, incorporado no Brasil pelos portugueses. Candomblé, umbanda, macumba, pajelanças caboclas e encantamentos são alguns exemplos de rituais do cotidiano religioso amazônico. Os vinte artigos presentes visam analisar a forma de xamanismo bastante difundida na Amazônia, a pajelança cabocla porém, vai além do âmbito religioso sendo elemento relacionado também às medicinas populares, levando-se em conta a encantaria amazônica, que permeia o imaginário dessa população.

  2. Resumo: apresenta a medicina popular da povoação de pescadores – Itapuá -, que se localiza no município de Vigia, no Estado do Pará. Analisa os conceitos e práticas sociais ligadas às doenças não-naturais reconhecidas pela população de Itapuá, investigadas nos domínios: agentes causais (espíritos, seres humanos e astros), doenças (com atenção particular ao subconjunto das não naturais) e especialistas no seu tratamento. Procura elucidar e analisar sua estrutura, nos casos estudados, que é de tipo taxonômica, analisando não apenas o aspecto semântico, mas também o modo como os membros da comunidade vivenciam a cultura, no que diz respeito à medicina.

  3. Resumo: Os trabalhos reunidos neste livro foram apresentados no Encontro “Medicinas Tradicionais e Política de Saúde na Amazônia”. O encontro abordou, dentre vários aspectos, as representações e práticas das medicinas trad icionais em vários grupos indígenase a questão do impacto do contato sobre as representações e práticas indígenas da doença, procurando questionar a validade da existência da categoria “doença de branco”; e analisando a percepção indígena da medicina ocidental.

  4. Resumo: Essa coletânea reúne autoras e autores que têm pensado sobre realidades pouco visíveis no cenário oficial do cuidado com a saúde do Brasil. As terapêuticas e os(as) cuidadores(as) são acionados diariamente a partir de uma “saúde popular” justamente pelo fato de fazerem sentido para essas pessoas e não por uma e não por uma suposta falta de escolha, acesso, infraestrutura, informação ou esperança.

  5. Resumo: Esta é uma obra que nos leva a conhecer de muito perto os saberes, os desafios, as desigualdades, os conflitos e as redes de reciprocidade das quais fazem parte as parteiras da Ilha do Marajó, no Pará.

  6. Resumo: O presente livro trata de discutir a relação entre magia, religião e modernidade, partindo do caso dos rezadores da cidade de Manaus. A questão inicial que motivou toda a reflexão é como que formas tidas como arcaicas ainda se apresentam num mundo desencadeado pela ciência e pela técnica. Iniciamos nosso estudo a partir de Weber, com sua tese de racionalização das formas de vida e o consequente desencantamento do mundo.

  7. Resumo: A cura de doenças, as mais variadas, ocupa um lugar central na pajelança praticada pelos ribeirinhos amazônicos. Nisso, eles seguem conceitos e rituais “herdados” dos antepassados indígenas com a função primordial da cura através do xamã ou pajé. A pajelança não pode ser vista como um fenômeno meramente local, pois integra o xamanismo, um sistema milenar de extensa difusão geográfica. Mesmo tendo integrado elementos do catolicismo popular, a pajelança ribeirinha mantém a característica terapêutica, típica das culturas marcadas pelo xamanismo.

  8. Resumo: O livro reconta a história das religiões amazônicas, especialmente sobre a crença nos encantados, e de como essas manifestações se tornaram o tema predileto de antropólogos e historiadores desde o século XIX até meados do século XX. Traça a história de vida de muitos pajés e pais de santo que ficaram famosos na Belém da belle-époque e no interior do Pará, como eram seus rituais de cura e também como disputaram espaço com a chamada medicina científica no cotidiano das cidades.

  9. Resumo: Neste livro vamos tratar da vocação, da missão e do ofício dos pajés, benzedores (benzedeiras), puxadores (puxadeiras) e parteiras. Quem são essas pessoas? Qualquer um que queira pode ser pajé? Se não há escolas de formação institucionalizadas, como esses especialistas são preparados, treinados e testados na sua competência? Como ocorre a legitimação social de um pajé? Apontaremos respostas a essas questões, mas vamos fazer isso a partir dos casos de pessoas reconhecidas como portadoras desse dom e que vivem na região do baixo Amazonas. Vamos conhecê-las a partir das próprias falas, com depoimentos colhidos no âmbito do Projeto de Extensão A Hora do Xibé e de outras pesquisas.








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